Tenho por hábito assistir ao programa da Conceição Lino, o "Nós por cá". Porque gosto da Conceição Lino e até acho piada ao programa, embora as situações que lá apresentam não me surpreenderem nada, porque qualquer um de nós já se cruzou com um poste no meio de uma estrada ou já viveu a experiência na primeira pessoa dos meandros burocráticos de um qualquer processo ligado à água, seguros ou banca.
O que realmente me surpreende é a rapidez com que qualquer processo se resolve logo após o envolvimento do dito programa. Casos simples, mas com contornos kafkanianos que se arrastam por mais de dois anos, como que por artes mágicas, solucionam-se de um dia para o outro, só porque o lesado decidiu contactar o programa e este lá enviou o repórter, qual Robin Wood, para saber de sua justiça (a do lesado, entenda-se).
Além de me supreender, assusta-me. Assusta-me porque porque não quero viver num país onde as repartições e os serviços públicos, ou privados, abusam do seu poder. Mas assusta-me mais ainda que a um canal de televisão tenha sido dado esse poder de solucionar o que quer se seja...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
terça-feira, 28 de abril de 2009
Hoje, ao navegar por entre os anúncios de emprego, encontrei o seguinte:
IPSS, na área da Toxicodependência na zona de Sintra, procura técnico para apoio social, em regime de part-time.
Requisitos:
Licenciatura em Ciências Sociais;
Experiência em Toxicodependência.
Ao que me apeteceu escrever aos senhores anunciadores com um pedido de esclarecimento:
Experiência em Toxicodependência? Na óptica do utilizador?
IPSS, na área da Toxicodependência na zona de Sintra, procura técnico para apoio social, em regime de part-time.
Requisitos:
Licenciatura em Ciências Sociais;
Experiência em Toxicodependência.
Ao que me apeteceu escrever aos senhores anunciadores com um pedido de esclarecimento:
Experiência em Toxicodependência? Na óptica do utilizador?
domingo, 26 de abril de 2009
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Decidi voltar ao manhoso mundo dos blogues.
Em tempos tive um blogue. Simples. Bonitinho. Caseiro, com nome de pequeno-almoço.
Mas rapidamente fartei-me dele, começei a escrever por obrigação. E como nesta vida ninguém deve escrever, ou fazer o que quer que seja, por obrigação, decidi abandoná-lo. Tadinho... neste momento deve andar por aí, no limbo dos milhões de blogues abandonados pelos seus criadores.
Há uns dias para cá que ando com um formigueiro nas pontas dos dedos e com o dictafone mental ligado. Sinto urgência em escrever. E embora o meu sonho fosse ter um blogue lindo, daqueles com fotografias arrojadas e fundos japoneses, por enquanto fica assim. Apenas palavras.
Decidi chamá-lo assim, porque esta é a frase que mais vezes digo: "é que não há paciência!" Paciência para a crise, para os mal-dispostos, para os pessimistas, para os que só se queixam...
E como não há festa de inauguração sem música, fica o link para uma musiquinha que ando a ouvir imenso ultimamente...
Em tempos tive um blogue. Simples. Bonitinho. Caseiro, com nome de pequeno-almoço.
Mas rapidamente fartei-me dele, começei a escrever por obrigação. E como nesta vida ninguém deve escrever, ou fazer o que quer que seja, por obrigação, decidi abandoná-lo. Tadinho... neste momento deve andar por aí, no limbo dos milhões de blogues abandonados pelos seus criadores.
Há uns dias para cá que ando com um formigueiro nas pontas dos dedos e com o dictafone mental ligado. Sinto urgência em escrever. E embora o meu sonho fosse ter um blogue lindo, daqueles com fotografias arrojadas e fundos japoneses, por enquanto fica assim. Apenas palavras.
Decidi chamá-lo assim, porque esta é a frase que mais vezes digo: "é que não há paciência!" Paciência para a crise, para os mal-dispostos, para os pessimistas, para os que só se queixam...
E como não há festa de inauguração sem música, fica o link para uma musiquinha que ando a ouvir imenso ultimamente...
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