Tenho por hábito assistir ao programa da Conceição Lino, o "Nós por cá". Porque gosto da Conceição Lino e até acho piada ao programa, embora as situações que lá apresentam não me surpreenderem nada, porque qualquer um de nós já se cruzou com um poste no meio de uma estrada ou já viveu a experiência na primeira pessoa dos meandros burocráticos de um qualquer processo ligado à água, seguros ou banca.
O que realmente me surpreende é a rapidez com que qualquer processo se resolve logo após o envolvimento do dito programa. Casos simples, mas com contornos kafkanianos que se arrastam por mais de dois anos, como que por artes mágicas, solucionam-se de um dia para o outro, só porque o lesado decidiu contactar o programa e este lá enviou o repórter, qual Robin Wood, para saber de sua justiça (a do lesado, entenda-se).
Além de me supreender, assusta-me. Assusta-me porque porque não quero viver num país onde as repartições e os serviços públicos, ou privados, abusam do seu poder. Mas assusta-me mais ainda que a um canal de televisão tenha sido dado esse poder de solucionar o que quer se seja...
quinta-feira, 30 de abril de 2009
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